segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Sem título.

Quando eu era criança, em idade, tamanho e alma, costumava ler os famosos contos-de-fadas. Sinceramente? Eu não sonhava em encontrar um príncipe, eu nem sequer me lembro se acreditava neles. Eu gostava de me impressionar, de conhecer os mistérios daqueles mundos encantados que eu mesma criava. A verdade é que eu sempre fui muito facilmente impressionável. Cresci. Um pouco. Segui apenas com os sofrimentos momentâneos e alguns medos e mágoas na bagagem. Certo dia, tive certeza de ter encontrado o príncipe encantado. Então ele existia. A pessoa perfeita existia realmente. Passei a discordar sempre que alguém afirmava o contrário. Como em todos os contos-de-fadas, é ele, aquele que te salva da torre, da bruxa má e da maçã envenenada. E foi assim que descobri que tenho certo gosto por problemas. Pois quando tudo está calmo demais, chamo logo ela para agitar: a bruxa. Engraçado é que eu mesma interpreto todas essas personagens... a princesa, a bruxa, a fada. Ao menos, meu príncipe realmente existe. E esta aqui, em todos os momentos, em qualquer metamorfose. Mas um dia alguém falou em princesa encantada? Nunca vi isso.

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