segunda-feira, 11 de abril de 2011

É como quando eu choro. Eu quero sempre responder a todos, gritar, cuspir, colocar pra fora tudo aquilo que está me fazendo derramar lágrimas. Mas os soluços não deixam. As palavras ficam engasgadas. Algumas vezes parecem que pra sempre. Que elas nunca vão sair de lá.

É assim quando sinto essa necessidade exorbitante de me expressar.

Meu estômago se contorce e meu coração bate tão calmo... Eu poderia passar uma vida falando sobre como eu me sinto, se eu ao menos encontrasse palavras. Eu poderia passar a vida inteira ouvindo essa música. Tentando encontrar inspiração.

Como assim? A gente sente ou não? Ou simplesmente não sabe? Como num sonho... Estamos por hora, o vivendo. Minutos depois é como se nada daquilo fosse verdade. Isso quando se é possível lembrar.

É como passar alguns dias em coma existencial. Um reboliço almático.

Ou quem sabe não tenha passado de algumas horas... talvez minutos.

E agora, agorinha mesmo, quando eu acabo de acordar pra vida, pego tudo isso, guardo em uma caixinha e simplesmente espero pelo próximo devaneio.

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