domingo, 26 de junho de 2011

E eu vou do nada a lugar nenhum...

Eu: Sua idiota, o que você faz aí sentada? 
Eu: Ei, sua tola. Não tá vendo que tá doendo? 
Aí eu digo mais uma vez: Minha querida, a vida não é assim, não. Tem um mundo inteiro lá fora, sentindo dores piores. 
Aí eu respondo novamente: E a minha dor, não vale de nada? 
E eu digo: Não colega, sua dor não é nada. 
Aí eu choro: Mas é que pra mim ela é tão intensa e imensa. 
Eu: É, mas minha querida, a vida não te espera, não. 
Agora eu de novo: Me ajude a sair desse buraco? Estenda suas mãos fortes pra mim outra vez?
E outra vez: Sorria só porque você tem pés perfeitamente capazes de te levarem aonde quer. 
Eu questiono: Mas e se eu não conseguir?
Eu mais uma vez respondo: Você é uma perfeita, idiota. 
(...) Silêncio. 

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