segunda-feira, 27 de junho de 2011

EU, EU, EU.

Eu nunca precisei dar milhares de satisfações a meus pais nem a ninguém. Eu me rastejo pela casa de meia reclamando da vida desde que sou uma criança. Eu durmo de moletom e camiseta e acordo completamente descabelada. Eu olho com uma puta cara feia quando não gosto de alguma coisa e quem me conhece entende perfeitamente o que quero dizer. Até alguns anos atrás eu assustava os garotos com a maneira que eu os olhava. Não sei porque. Sempre fui curiosa. Não tenho medo de cometer loucuras quando o assunto é amor. Sofro de insônia desde que nasci. Quero agarrar o mundo desde que me recuperei da primeira decepção amorosa e me descobri forte. Quando estou com raiva, eu estou e ponto final. Eu grito, eu faço drama, eu choro, eu soluço, eu assusto, eu incomodo. Eu vivo de sorrisinhos porque as borboletas me dão essa sensação, principalmente aquelas que nascem no estômago. Nada mais libertador para mim do que abrir os braços e correr de encontro ao vento. Tenho gostos um pouco excentricos. Sou boba e estúpida. Eu tenho um mundo só meu e detesto que seja invadido. Meu guarda-roupas é constituído quase 100% de preto e branco, mas sou fissurada por cores. É que estou sempre me contrariando. Tenho uma mania terrivel de combinar a bolsa com o sapato, com a unha, com a blusa, não sei. Sou quase um alienígena do meu próprio planeta. Gosto de rir escandalosamente quando estou feliz e quando fico triste, eu choro na mesma frequencia. Minha vida é quase um drama mexicano, mas não é que eu seja dramática. É apenas a maneira como eu sinto: Intensamente.

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