quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Duzentos bilhões de estrelas

O mundo chora, o mundo grita, o mundo sacode… Só não percebe quem não quer. A minha órbita sofre a influência dessa força que se chama vida. A minha gira através dessa força que o mundo exerce. Um corpo no espaço, uma alma em outro espaço. Fragmentos de vida, dos momentos, das história, voando como se voa um balão noutro espaço… cheio de ar. Vazio e leve, porém, repleto de cores e formas. E são tantos espaços. São tantos corpos provando no meu espaço que é possível ocupar o mesmo. Medos tão palpáveis quanto pensamentos. Mas dei-me asas para mover-me no espaço, no mundo, na vida. Pés que me aprofundam no imaginário tanto quando areia movediça aprofundando na realidade do mundo. E assim eu caminho, influenciada pelas órbitas de outras órbitas, por outras vidas, outros mundos, que insistem em ocupar o meu espaço, ocupar a minha vida, ocupar a minha mente. As vezes sem intensidade, tão sem gravidade, que arranca-me as asas e me faz flutuar… por outros mundos, outras vidas, outras Galáxias. Duzentos bilhões de estrelas.

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