terça-feira, 15 de maio de 2012

Breathing


É que, na verdade, a vida pediu pra dar uma pausa, respirar, sorrir, ser mais leve... talvez. Menos intensa. Viver com um pouco menos de peso nos ombros. Ou viver um pouco mais... quem sabe. Ou, talvez, pouco mais melancólica, pesando pelos cantos. Ainda não sei. Horas assim, horas não. Mas são as horas que passam lentamente pelo relógio quando eu insisto que estou cansada e que meus ombros doem. Quando eu insisto que queria enfiar a cabeça no travesseiro e soltar um grito abafado. Danado o relógio. E quando eu finalmente descanso meus ombros nos ombros teus... danado o relógio. Dia desses parei para olhar a árvore que, insiste em estar lá, firme em sua existência, e você sempre querendo conserta-la de todo e qualquer defeito. Talvez pense em fazer assim comigo, também. Sou cheia de defeitos, sabia? Mas enfim... É que, na verdade, estava eu parada pensando apenas em como era bom estar ali. Em como é bom finalmente poder respirar depois de um dia inteirinho esperando rodar os benditos ponteiros do relógio. Porque estar com você é simplesmente como quando eu grito abafado no travesseiro, só que de uma maneira boa. 

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